sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Repórter está foragida após suspeita de ligação com PCC



Luana de Almeida Domingos, de 29 anos, está foragida da Justiça após ter prisão preventiva decretada.

Segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", a repórter, que também é advogada, figura nas investigações como uma das encarregadas de transmitir os recados dos líderes presos para os operadores da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) que estão em liberdade.


A artista, que atuava com o nome artístico de Luana Don, trabalhou também como repórter no "Superpop", da RedeTV!, entre 2012 e 2015. Ela frequentemente era vista de biquíni ou em roupas curtíssimas na atração, ressaltando suas belas curvas. Após a saída do programa, ela ainda fez participações especiais em outros projetos na TV.

Maranhão é o 2º estado mais violento no campo



O número de assassinatos no campo, de janeiro a novembro de 2016, no Maranhão foi o segundo maior no Brasil, com 12 mortes registradas, de acordo com os dados de um balanço anual da questão agrária divulgado nesta quarta-feira (7) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). Ao todo, 54 homicídios foram registrados em 2016 que foi considerado o mais no campo desde 2003, quando 71 pessoas foram assassinadas.

De acordo com o levantamento, o Maranhão só fica atrás do estado de Rondônia, que registrou 17 mortes em 11 meses de 2016. A Pastoral da Terra também registrou assassinatos na Bahia (4), em Tocantins (3), Alagoas (2), Amazonas (2), Paraná (2), Mato Grosso (1), Mato Grosso do Sul (1), Paraíba (1), Pernambuco (1), Rio de Janeiro (1) e Rio Grande do Sul (1).

A maioria das mortes foi motivada por conflitos por água ou terra. As vítimas são, principalmente, camponeses, posseiros, líderes quilombolas, indígenas e pequenos proprietários de terra. Ainda de acordo com a CPT, vários fatores explicam a violência no campo, inclusive a instabilidade política no país. A impunidade é apontada como uma das principais causas das ações violentas.

Um dos crimes mais emblemáticos no Maranhão ocorreu em 31 de março, quando o quilombola conhecido como Zé Sapo foi assassinado. Segundo a Pastoral, o assassinato foi decorrência de um conflito de terra que já dura há sete anos. Ele pertencia à comunidade Cruzeiro/Triângulo, que luta pelo reconhecimento de seu território.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Cingapura: o país com a melhor educação do mundo


Cerca de 540 mil estudantes de 15 anos em 70 países participaram do exame, realizado a cada três anos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
"As provas não só avaliam se o estudante pode reproduzir os conhecimentos adquiridos, mas se é capaz de ir além do que aprendeu e aplicá-los em situações pouco familiares e fora da escola", diz o comunicado do Pisa.
Isso requer a habilidade de "explicar fenômenos científicos, interpretar dados e realizar experimentos."
Com base nestes critérios de avaliação, Cingapura ficou em primeiro lugar nas três disciplinas avaliadas: Ciências, Matemática e Leitura.
O Brasil obteve posições baixas em todas elas, com um desempenho inferior à avaliação de 2012, e abaixo da maioria dos países da América Latina que também fizeram parte do teste: foi o 59º em Leitura, 63º em Ciências e 65º em Matemática.
Já Cingapura ganhou posições nas três. Em 2012, havia sido o segundo em Leitura e Matemática e o terceiro em Ciências.
Mas o que explica esse excelente desempenho dessa ilha-Estado do Sudeste asiático? Brandew Jeffreys, editora de Educação do site da BBC, foi até lá conferir. Confira seu relato:

"Se você pensa que Matemática é difícil, não vai conseguir aprender", diz Hai Yang, de 10 anos.
Junto a outros alunos da turma 4D da escola primária Woodgrove, ele está explicando as aulas da disciplina que eu estava acompanhando.
A classe trabalhava em um problema. Os estudantes se revezavam, levantando-se para dizer como haviam resolvido a questão. E faziam isso em inglês, uma das diversas línguas faladas em Cingapura.
No fim das contas, havia mais de uma solução correta. O mais impressionante era sua dedicação para entender exatamente como fazer isso.
"Se apenas copiarmos a resposta dada pelo professor, quando crescermos talvez a gente não saiba mais como resolvê-lo", diz outra aluna, Megna.

Fundamentos

Trata-se de uma abordagem conhecida como Domínio da Matemática, usado também em escolas da China e que vem sendo adotado em algumas instituições de ensino de outros países, como o Reino Unido.
Essa é apenas uma parte de uma história de sucesso que despertou o interesse do mundo.
Cingapura se beneficia de ter um sistema escolar enxuto, no qual professores são reunidos no Instituto Nacional de Educação para serem treinados.

Seu diretor, Tan Oon Seng, me disse que o instituto recruta professores com base no seu grau de conhecimento das disciplinas, e é esperado que eles garantam que cada criança compreenda os elementos básicos do ensino.
"Em Cingapura, acreditamos em fundamentos. Para que uma criança seja bem educada, ela precisa aprender a linguagem e gramática de várias matérias, uma linguagem com a qual sejam capazes de ler, uma linguagem com a qual possam entender os números."
Cingapura também tem ensinado bastante sobre como tornar a profissão de professor uma atividade recompensadora. É algo que confere status, porque a competição para tornar-se um mestre é grande.
Professores podem seguir uma carreira que os leva a se tornarem diretores, pesquisadores em Pedagogia ou um grande especialista em salas de aula.
Eles têm tempo para aprofundar seus conhecimentos e preparar as lições.

Criatividade

Mas Cingapura não está acomodada em sua posição de prestígio. Em duas escolas de ensino médio, testemunhei tentativas de tornar o aprendizado mais criativo.
No colégio Montfort, adolescentes são encorajados a fazer protótipos de produtos que vão desde um sistema para regar jardins a um teclado eletrônico.
Usar habilidades científicas e matemáticas para resolver problemas do mundo real é exatamente o tipo de capacidade que o Pisa foi criado para avaliar.
No Montfort, uma sala vazia está sendo transformada em um "laboratório de inventores". Ferramentas simples e diversos materiais estão disponíveis para que alunos os usem no tempo livre e criem coisas que podem levar para casa.
Se quiserem entender como iluminar seu violão com lâmpadas de LED, é ali que aprenderão isso.
"Queremos que o aprendizado esteja ligado à realidade do dia a dia, para que isso melhore a experiência não apenas em Ciências, mas em outras áreas", diz o professor Ricky Tan Pee Loon.
Outro aspecto que chama atenção na educação em Cingapura é que diretores mudam de escola a cada seis ou oito anos. Também há uma grande ênfase na colaboração.
Khoo Tse Horng, diretor da escola St. Hilda, diz que o modo de trabalho dos professores também é diferente. Quando ele começou a dar aulas, o mais comum era ser acompanhado por um mentor mais experiente.
"Hoje, os professores trabalham em equipe, crescem juntos, pesquisam juntos, trabalham juntos."

Concorrência

Mas a principal colaboração para o sucesso de Cingapura talvez venha dos pais dos estudantes.
O sistema é competitivo, e um exame ao fim do primário influencia se a criança conseguirá uma vaga na escola que pretende frequentar na próxima etapa.
No ensino médio, os estudantes têm um currículo acadêmico "expresso" e outro normal, que os leva a obter um diploma técnico ou vocacional.
Então, às 20h de uma certa noite, acompanho crianças de até 4 anos estudando matemática usando ábacos (instrumentos antigos de cálculo). Lucas, de 6 anos, parece tranquilo ao correr contra tempo para resolver uma série de problemas.
Seus pais, Eric e Nicole Chan, me dizem que trazem os filhos para uma hora de aula adicional para que eles ganhem uma confiança extra.
Há um lado negativo, retratado em um filme recente feito por voluntários da agência publicitária Splash, de Cingapura, em que uma menina fica deprimida e estressada na preparação para seu exame ao fim do primário.
Jerome Lau, um dos diretores da Splash, diz que se inspirou na experiência de um amigo. "É injusto começar a julgá-los e rotulá-los. Toda criança tem o potencial de se dar bem na vida."
O sistema de Cingapura está mudando, em parte por conta do reconhecimento que a concorrência é alta. Então, alterações estão sendo implementadas na forma como a notas são publicadas e usadas para classificar os alunos.
É um sistema que reconhece algumas de suas falhas, mas segue comprometido em permanecer entre os melhores do mundo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

ANS suspende venda de 69 planos de saúde





Devido ao grande número de reclamações, 11 operadoras de planos de saúde foram proibidas de comercializar 69 planos. A medida vale por no mínimo TRÊS meses. Mas pode ser prorrogada se as operadoras não se adequarem aos padrões de qualidade estabelecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, a ANS.
As operadoras que tiveram a comercialização suspensa são: Saúde Sim, Unimed Norte/Nordeste, Unimed-Rio, Agemed Saúde, Associação Auxiliadora Das Classes Laboriosas, Pame, Medisanitas Brasil, Care Plus Medicina Assistencial, Cooperativa De Trabalho Medico Do Rio De Janeiro, Unilife Saúde, Caberj Integral Saúde e Caixa Seguradora Especializada Em Saúde. A lista completa de planos suspensos pode ser acessada pelo site da ANS.
As principais reclamações se referem à cobertura assistencial, à recusa de realização de procedimentos e à demora no atendimento. A medida levou em consideração quase 14 MIL reclamações feitas entre o dia 1° de julho e 30 de setembro. A suspensão começa na sexta-feira, dia 9 de dezembro e vale apenas para a comercialização de novos planos. Quem já é beneficiário não precisa se preocupar. Os clientes não são afetados pela punição. Mas a recomendação é que, caso haja algum problema, o beneficiário deve entrar em contato com a operadora do plano de saúde. Ele também deve fazer uma reclamação para a ANS pelo site www.ans.gov.br ou pelo telefone 0 800 701 96 56.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O homem que concluiu ensino médio aos 32 anos e virou professor


Máximo Ribeiro, 55, vem de uma família de agricultores no Vale do Ribeira, região ao sul do Estado de São Paulo que tem um dos menores índices de desenvolvimento humano do Estado.
Morador da zona rural, ele começou a trabalhar na lavoura na infância e passou anos sem frequentar a escola, ainda que tenha sido ensinado pelo pai a ler e fazer contas.
Ribeiro só retomou os estudos depois de se mudar à região urbana do vale, para trabalhar em um complexo industrial de cimento e produtos químicos.
Concluiu o colegial (equivalente hoje ao ensino médio) com um curso supletivo, aos 32 anos. E não parou mais de estudar: formou-se em matemática e pedagogia, fez duas pós-graduações na área educacional e cursou um MBA.
Foi professor por mais de uma década até 2013, quando se tornou diretor da Escola Municipal Prof. Maria da Conceição Rodrigues de Alcântara, que atende crianças do pré ao 5º ano do ensino fundamental em Cajati, também no Vale do Ribeira.
No mesmo ano, percebeu a dificuldade dos alunos do 4° ano em realizar as operações básicas da matemática (soma, subtração, multiplicação e divisão) e mobilizou a equipe da escola para buscar soluções.
O caminho escolhido foi dar uma nova formação aos professores, acompanhando-os em sala de aula, promovendo atividades que estimulassem o aprendizado matemático (com jogos e materiais recicláveis) e trazendo de volta às aulas os alunos que tinham muitas faltas.
A iniciativa deu frutos e foi selecionada pelo projeto Gestão Para Aprendizagem, das organizações Elos Educacional e Fundação Lemann, que faz a capacitação de gestores escolares.
A escola vem melhorando sua nota no Ideb (índice estatal que mede desempenho dos alunos) - passou de 5,9 em 2013 para 6,3 em 2015, semelhante à média paulista (6,4).
Hoje Ribeiro diz se empenhar por melhorias na formação de professores e para que os docentes de sua escola "vistam a camisa" por mais avanços no ensino.
Leia seu depoimento à BBC Brasil:
"Só iniciei o ensino fundamental em 1989, com 29 anos. Antes disso, era complicado. Morava na zona rural, não tinha estrada, a escola era longe, o caminho era perigoso.
Meu pai sabia ler e escrever mesmo sem ter ido à escola, era autodidata.
Aprendi muito com ele e sou muito grato pelo esforço que ele fez. Foi meu primeiro professor: fazia lição com a gente antes de ir para a roça.
E sempre gostei muito de ler. Lia os jornais que embrulhavam as mercadorias que meu pai trazia da cidade; também líamos a Bíblia em família.
Quando mudamos para a cidade, descobri um mundo até então desconhecido. Trabalhava em um complexo industrial e decidi fazer o Mobral (antigo Ensino para Jovens e Adultos, o EJA) para conseguir o diploma da 4ª série.
Mais tarde, segui pelo ensino fundamental e, com um supletivo, concluí o colegial aos 32 anos, em 1992.
Amo estudar e nunca mais parei: me formei em matemática e pedagogia, com mais duas pós-graduações. Sonho agora em fazer um mestrado, algo difícil com a carga horária do trabalho.
Claro que essa trajetória (de estudo tardio) teve momentos difíceis: para conciliar com os horários da fábrica onde trabalhava, eu faltava muito às aulas; o supletivo ficava a 13 km de Cajati e o transporte era difícil. Fora as dificuldades financeiras.
Mas o estudo foi a única forma que eu vi (de crescer). Eu nem sabia o que era empreendedorismo na época.
Em 1999, comecei a dar aula nos ensinos fundamental e médio. O professor tem que ser polivalente: eu dava aula de ciências e cobria inglês ou geografia, por exemplo, quando faltava um colega.
Também dei aula no EJA e me colocava no lugar daqueles alunos: gente com 66 anos se alfabetizando depois de ter trabalhado o dia todo.
Por dois anos, lecionei em escola rural, onde as deficiências são parecidas: é difícil os alunos terem interesse pelo estudo, estão ali apenas cumprindo uma obrigação.
Procuro entrar no mundo deles para entender o que esperam da escola. O que posso fazer para melhorar a vida deles? Acho que é preciso partir do que o aluno já conhece para dar significado às aulas.
Em 2013, em concurso público, me tornei diretor da escola municipal Maria da Conceição Rodrigues de Alcântara, em Cajati. Via que os alunos tinham muita dificuldade em matemática e raciocínio lógico.
Notamos que eles não conseguiam se apropriar de conceitos básicos, como os geométricos ou de algarismos e operações básicas.
 O brasileiro que descobriu como o Universo pode acabar
Decidimos, então, por um caminho simples: voltar aos conceitos mais elementares das aulas em um projeto para as crianças do 4º ano (cerca de 9 anos de idade).
Para isso, demos nova formação aos próprios professores, fizemos o acompanhamento constante das aulas e um bom planejamento, envolvendo docentes e gestores: cada aula tem que ter um objetivo bem definido e atividades diversificadas, adaptadas ao perfil de cada turma.
Depois, (fizemos) uma avaliação constante dos resultados, retomando os pontos que precisavam ser corrigidos e buscando os alunos faltosos.
O Ideb da escola melhorou, e nos pediram que fizéssemos a multiplicação do projeto e das ferramentas de gestão para outras escolas de Cajati.
O mais importante é ter um corpo docente qualificado, e isso você nem sempre consegue no ensino público brasileiro. Grandes cérebros não costumam ir para o magistério.
E digo isso pela minha própria formação em pedagogia, que foi muito ruim: saí dela sem estar preparado para dar aula e para entender os 25 mundos (em referência aos alunos) presentes em cada sala.
Hoje, o meu desafio é trazer boas práticas para dentro da minha escola e conseguir que as pessoas (docentes) vistam a camisa e se disponham a aplicá-las. Nem sempre é fácil fazer com que todos estejam alinhados em um mesmo objetivo.
Mas acredito que posso tornar a minha escola referência. É um trabalho complexo, que não vai ser feito em um ou dois anos, mas o primeiro ponto é desejar isso e despertar isso nos demais. Não podemos nos contentar com estar na média, com a mediocridade.
Temos que mostrar também que os alunos podem mais - se tivermos uma boa estratégia, conseguimos isso."

Paula Adamo Idoeta
Da BBC Brasil em São Paulo

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Seca e estiagem provocam situação de emergência em 12 municípios do semiárido



A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, reconheceu a situação de emergência em municípios da Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba e Sergipe. A partir do reconhecimento, as Prefeituras podem solicitar apoio à Sedec para as ações de socorro, assistência e restabelecimento de serviços essenciais, como o reforço das operações de abastecimento de água.

A medida também permite a renegociação de dívidas para o setor de agricultura junto ao Banco do Brasil e a aquisição de cestas básicas por meio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, dentre outros auxílios. A portaria com o reconhecimento federal foi publicada na edição desta quinta-feira (1) do Diário Oficial da União.

Confira a lista de cidades afetadas:

Bahia

Crisópolis - Estiagem
Quijingue - Estiagem

Maranhão

Governador Eugênio Barros - Estiagem
Graça Aranha - Estiagem
São Domingos do Maranhão - Estiagem

Minas Gerais

Cuparaque - Estiagem
Ibiracatu - Seca
Medina - Estiagem
Serranópolis de Minas - Estiagem
Várzea da Palma - Estiagem

Paraíba

Cuitegi - Estiagem

Sergipe

São Miguel do Aleixo - Seca